quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Sem limites...para ser

Três meses sem escrever no blog... parece um tempão, mas para mim parece que foi ontem.

Esse tempo foi bem agitado, levando em conta que passamos pelo final de ano, com festas e confraternizações. Ainda bem, porque digamos que eu passei um período meio pra baixo e esse clima festivo foi providencial.

Pois é! Depois do sustinho com o Davi e seu pós cirúrgico atrapalhado fiquei meio sem chão, fui levando a vida, deixando ela me levar. Acho que me deparei com a fragilidade da vida e isso mexeu comigo. Fiquei a mercê das atividades do dia, fazendo tudo sem muita animação. Em alguns momentos me pegava ansiosa, com vontade de chorar. E para comprovar que nosso emocional está diretamente ligado ao nosso sistema imunológico fiquei doente duas vezes.

Mas, ainda bem que tenho uma família maravilhosa que não permitiu minha entrega. Foram passeios,mil atividades propostas a mim. Mesmo que eu estivesse pra baixo me carregavam para fazer algo diferente como um passeio em Paraty, na Praia Grande com família e amigos reunidos e... aproveitando a magia do final de ano. Pronto! A tristeza e a insegurança foram embora e cá estou eu de volta, cheia de vontade de bota esse blog em dia!


E ainda pensando sobre isso, depois que passa fica fácil, devemos respeitar esses momentos da vida, afinal quem somos nós, seres humanos, para estarmos sempre fortes e enfrentando batalhas às vezes tão duras?

Então chorar um pouquinho, ficar recluso, quieto, também pode ser bom para recarregar as energias. O importante é ter ao seu lado pessoas que te amparem, te entendam e um..., não, dois... ou mais... motivos para seguir em frente. Aí vocês já sabem de quem estou falando... dos amores de minha vida, e olha que não são poucos!




sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Intuição de mãe

Escrevi esse texto a umas duas semanas atrás, logo que fiquei sabendo que o Davi teria que enfrentar uma simples cirurgia para retirar adenóide e amígdala, pois estava com dificuldade para respirar. Não postei pois achei um pouco "pra baixo", pensei "foi um momento de insegurança, uma cirurgia tão simples não pode apresentar riscos" e resolvi deixar de lado.

Só que no momento em que o Davi passou mal depois da cirurgia na sala de recuperação e quase precisou ser sedado e entubado por causa da saturação muito baixa, me deu um medo de perdê-lo tão grande que só me lembrava do texto que ficou guardado em meus rascunhos.

Eu, naquele momento e nos dias seguintes em que ele lutou bravamente para se recuperar, tive a certeza de que mãe tem uma intuição que não falha, parece que a gente pressente o perigo rondando nossos filhotes. A partir de agora vou levar mais a sério esse sexto sentido materno....

Eis o texto:

Mãe às vésperas de cirurgia do filho

Ser mãe de uma criança especial, com necessidades especiais é se dividir em duas. Parte de mim é forte o suficiente para enfrentar qualquer situação sem ao menos se abalar, enquanto que a outra metade é frágil, cheia de medos, chorona e insegura.

O Davi é uma criança linda, encantadora, embora eu nem mesmo conheça o tom de sua voz e ele não deixe brinquedos espalhados pela casa, ele preenche um espaço enorme em nossas vidas, que causa alegria e contentamento.

Há uns dias ele passou a ter crises convulsivas que são imperceptíveis porque o neuro retirou um medicamento anti-convulsivante, o Sabril, e isso realmente fez falta. Comecei então a perceber que ele não olhava mais em nossos olhos, não dava aquela risadinha de lado que ele costumava dar. Liguei para o médico e não sabia como explicar pelo telefone o que acontecia, minha vontade era dizer: " estou com saudades do Davi", "ele não está por aqui."

Ainda bem que retomou os medicamentos e em uma semana ele nos brindou com aquele doce olhar.

Ele é uma criança que fica ali, onde você o coloca, seja no sofá, na cadeira ou deitado na sua caminha (ele tem uma caminha na sala em frente a tv).Você sabe que ele está lá, vendo tudo a sua volta e de uma forma ou de outra se divertindo com isso, ás vezes eu estou ocupada e passo por ele, assim que nota minha presença, ele simplesmente dá uma risadinha achando que vou falar com ele e não tem como não parar o que estou fazendo para brincar, conversar e enchê-lo de beijos. Delícia!

Outra reação dele que nos encanta é quando você fala com ele e ele choraminga, isso mostra o moleque safado que é, querendo atenção, ou um colinho. Às vezes ele finge estar dormindo, especialmente quando tem terapias por fazer.

Por essas e outras tenho muito medo de perdê-lo. Diante de todas as dificuldades que ele enfrenta fico pensando se sua passagem por aqui não será breve e se eu não tenho que me preparar para enfrentar uma possível separação, mas ás vezes que pensei nisso me peguei apertando-o forte em meus braços para que pudesse sentir seu coração batendo forte em meu peito e sua respiração em meu rosto.

É melhor não pensar nisso, mas os pensamentos vem e vão, ainda mais quando nos encontramos prestes a enfrentar mais uma cirurgia. Sei que não posso pensar assim, mas esse é meu lado frágil num momento de insegurança! Passa rápido!

O fato é que preciso ter meu molequinho aqui, com a chupetinha na boca como se fosse a coisa mais gostosa do mundo (e deve ser mesmo), para cuidar, me preocupar e sentir falta. Sinto falta  quando ele dorme demais,  quando toma algum medicamento que o deixa meio aéreo ou quando saio e não o levo junto. E quanto mais o tempo passa e ele vai crescendo, esse amor vai aumentando de um jeito que não tem como explicar, só sentir!







sábado, 28 de setembro de 2013

Nossa Tirila se foi

Nunca queria escrever esse post, contando sobre um dia triste, o dia em que perdemos nossa amada cachorrinha Tirila de um jeito tão estúpido.

A Tirila chegou em nossa casa assim que me casei, há treze anos. Ela foi mimada como uma "filha"até a chegada da Maria Clara, nunca me esqueço do dia em que meu marido dormiu com ela na cozinha porque ela estava doente, das viagens para praia em que ela ia junto e tínhamos que parar para que fizesse xixi, ou quando durante a minha primeira gravidez ela teve gravidez psicológica chegando a produzir leite. Foi um barato... chegamos ao veterinário e nem precisamos explicar o diagnóstico, assim que o doutor viu minha barriga, já solucionou o problema dela.

Depois do nascimento da Maria Clara, ela, de "filha" mimada passou a "mãe" protetora, dormindo embaixo do carrinho e latindo para qualquer um que se aproximasse, foi a companheira paciente que aguentava todas as peripécias infantis e fazia de tudo por um pedacinho de frango, nem comia ração, ou era carne, ou nada, (simples assim). Sempre que eu ia a algum churrasco voltava com um saquinho de restos para ela.

Quando o Davi nasceu ela já não tinha mais a mesma paciência, mas era zelosa e ficava sempre por perto. Passei a deixá-la junto com as outras duas cachorras que tenho no quintal depois que o Davi colocou a gastro, por motivos óbvios de ela não tentar lambê-lo ou deitar junto dele (ela sempre foi privilegiada, talvez por ser tão pequenina...) Mas devido a sua velhice neste ultimo inverno passamos a deixá-la dentro de casa, chegamos a conclusão de que ela precisava mesmo era de nossa companhia, de estar conosco.

Todos os dias, o primeiro que acordava abria a porta e deixava-a sair para fazer um xixi e tomar sol na frente da casa. Hoje a pessoa que acordou primeiro fui eu, desci para sala com o Davi que quase não tinha dormido, abri a porta para ela, deitei no sofá e adormeci.

Quando todos acordamos e fomos procurar por ela, já que não veio ao nosso encontro, quase faleci! Ela estava lá na piscina, sem vida! Foi horrível! Comecei a chorar desesperadamente, queria que o tempo voltasse para que eu pudesse acudi-la, me sentindo totalmente culpada por ter aberto para ela sair, por não ter imaginado que ela já estava velhinha e mesmo acostumada ao local da piscina, poderia em algum momento se desequilibrar e cair.

A enterramos no jardim da casa de minha mãe. Maria Clara para me consolar disse:  "ela não poderia estar melhor", e eu passei o dia todo ora me lembrando dos bons momentos, ora me remoendo em culpa e pensando em como tudo aconteceu e eu não fiz nada!

O sábado passou assim, pesado, todos silenciosos e de olhos inchados. As cachorras estão quietas e assim que coloquei a caminha dela pra fora, a Violeta, a mais "chegada" da Tirila se deitou nela, e lá ficou por um bom tempo. Acho que agora essa será a cama dela.

Já que o tempo não volta, vamos esperar que amenize a nossa dor!


 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Um dia de consulta médica (em São Paulo)

A vida segue seu rumo de uma forma que as necessidades do Davi já são tão comuns no nosso dia-a-dia que até nos esquecemos delas. Entre passeios, trabalho, stress diário, festas e alegrias, tudo seguia muito bem.

Ele se mostrava feliz, evoluindo dentro de seu tempo com demonstrações de que estava cada vez mais entretido com o mundo a sua volta e gostando disso. A unica coisa que incomodava era a respiração, cada vez mais difícil, mesmo com as fisio respiratórias e aspirações feitas semanalmente ele se mostrava cada vez mais impaciente e nervoso, o que resultava em espasticidade e causava mal estar.

Eu estava certa de que o tempo seco era o vilão dessa história, e foram tubos de soro fisiológico para lavar o nariz e fazer inalações além dos umidificadores de ar na sala e no quarto ligados o dia todo. Até que... choveu! E nada dele melhorar!

Marquei consulta com a otorrino dele em São Paulo, a mesma que colocou os drenos nos ouvidos no início do ano, e lá fomos nós para a consulta, eu, ele e minha mãe. Como ela tinha algumas coisas para fazer por lá, aproveitou a viagem. Só que São Paulo é muito diferente de Limeira, especialmente em relação ao trânsito, e por mais que você saiba disso você sempre acha que dessa vez vai ser diferente e se dá mal.

Estávamos bem perto do consultório, porém demoramos uma hora e meia para chegar e quando chegamos percebemos que era do outro lado da avenida, avenida Santo Amaro, que naquele horário estava quase parada. Para retornarmos demoraríamos uns vinte minutos, então tive a "brilhante" ideia, já que estávamos atrasadas, de descer do carro e atravessar com o Davi ao colo.

Minha mãe quase surtou mas concordou ao perceber que poderíamos perder a consulta.

Começa então a grande odisseia de alguns minutos que pareceram durar uma eternidade.

Ela parou o carro em frente a uma agência dos Correios, e eu desci com o Davi todo enrolado numa manta, só o nariz e os olhos para fora, minha mãe foi nos seguindo em apuros, olhando se não vinha moto e pedindo para que os carros parassem, isso porque eu estava na faixa de pedestres e o sinal fechado. Parei no canteiro central e o sinal abriu, os ônibus passavam bem perto de ambos os lados e eu bem lá no meio com meu lemão que nem imaginava o que estava acontecendo. O sinal fechou, minha mãe voltou para o carro e eu segui até o consultório.

Andei um pouco mais de uma quadra quase correndo por que o vento estava congelante e não sei porque me lembrei do filme do ET! É que eu andava tão rápido que o Davi ficava balançando a cabecinha com a manta na cabeça. Hoje me lembro disso e caio na gargalhada, foi muito cômico... só faltou a gente sair voando...

Enfim chegamos e logo entramos para consulta, alguns minutos depois minha mãe chegou com a cadeira toda desmontada (não sei como conseguiu levá-la assim) e contando que os funcionários dos Correios ficaram cuidando do carro que ela deixou todo aberto e parado em local proibido. (Como é bom encontrar gente assim em nosso caminho).

Putz, fugi totalmente do assunto!

Voltando a falar da respiração do Davi, a médica constatou através de um exame que coloca uma sondinha pelo nariz (não me lembro do nome) que ele está com a adenoide super aumentada bloqueando a entrada de ar pelo nariz e como ele não segura a cabecinha e mantém a cabeça para trás, especialmente por causa da espasticidade, a língua fica pra trás também e acaba dificultando a passagem do ar pela boca. Resultado: ele sente muita dificuldade em respirar mesmo!

Mas como para todo problema existe uma solução... já sai de lá com a cirurgia marcada (só falta o plano de saúde liberar). Ele vai retirar a adenoide, amígdalas, fazer uma alargamento do palato e aplicar botox. É um procedimento simples por isso vamos aproveitar e trocar a sonda da gastro que está para fazer dois anos.

Ele foi medicado para que sua respiração fique melhor e desde então tem dormido um pouco melhor.

E nós, para aliviar a tensão, ficamos lembrando daquele dia todo atrapalhado e caindo na risada, afinal nada como o bom humor para garantir a serenidade...
...e esse olhar para nos fazer derreter!
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Uma menina muito especial e uma educação atrapalhada!

Maria Clara completa 10 anos essa semana! É a idade em que as meninas começam com o processo de transformações físicas e emocionais se preparando para aos 12 entrarem na puberdade.

Pois bem, mudanças essas que já venho vivenciando a algum tempo. Maria Clara é uma menina precoce, sempre esteve um pouco a frente em suas atitudes maduras que por muitas vezes me surpreenderam.

Quando criancinha, mais ou menos aos 4 anos, era o tipo de criança que abria a geladeira e se servia de macarrão, nunca teve paciência de esperar por alguém fazer por ela e hoje ainda continua assim.Do mesmo jeito que passa horas embaixo da mesa de jantar brincando de Barbie, eu a vejo trocando o Davi ou lavando sua sonda depois da dieta, coisas que nem me impressionam mais.

Acredito que muito desse amadurecimento precoce tenha ocorrida devido as mazelas da vida, situações do dia-a-dia que passam feito um furacão e mesmo antes de nos darmos conta, marcam lá dentro no nosso coração algo de bom ou de ruim, mas que nos faz pessoas melhores, por aprendermos com aquilo.

Com a Maria Clara, assim como com todos nós aqui em casa é assim. Mas diante do fato dela ser uma criança e crescer vendo o mundo por um ângulo ora não tão bom, ora maravilhoso, ela está amadurecendo de um jeito diferente e no final das contas isso é bom.

A gente sempre faz de tudo pra criar os filhos do jeito correto, dando exemplos, ensinando, mas hoje quando me deparo com livros com teorias de como educar penso que com certeza o autor não tem filhos por que a realidade é bem diferente,ela nos envolve de uma tal maneira que não temos tempo de pensar em como vamos fazer isso ou aquilo, a gente vai vivendo.

Uma situação que ficou muito marcada em minha memória aconteceu há uns 4 anos quando o Davi ainda era um bebê. Eu estava voltando da fisioterapia com ele e a Maria Clara que estava em férias, era uma tarde chuvosa e eu dirigindo o carro sem rumo me lembrava da conversa tida momentos atrás com a fisioterapeuta, conversa essa que me fez cair na real sobre as reais dificuldades dele. Naquela época eu tinha ilusões que tudo se resolveria, ainda estava no processo da não aceitação. Enfim, eu comecei a chorar e a Maria Clara pequenina com 6 anos me perguntou o motivo do choro e eu me abri com ela e contei.

Contei que o Davi seria uma criança diferente que talvez ele demorasse mais tempo a fazer as coisas que as crianças faziam ou talvez nem fizesse. Ela começou a chorar também e ficamos as duas chorando e andando com o carro enquanto o Davi dormia na cadeirinha. Até me lembro das ruas que passamos.

Hoje me dou conta que não devia ter me aberto com ela, era apenas uma criança, eu a deixei triste, mas o estado de desmazelo em que me encontrava não me deu chance para pensar e simplesmente fiz. São esses momentos que nos coloca de frente com a vida e que nos amadurece e nos faz crescer e evoluir espiritualmente, algo que simplesmente acontece sem que possamos evitar. Talvez ela seja mais evoluída do que eu e esteja aqui entre nós, justamente para nos ajudar.

Penso isso quando a vejo cuidando do irmão, ela sempre tem um tempinho pra ele. Lê para ele. Criou um livrinho para ensiná-lo os nomes de alguns objetos e deu um caderno para ele, onde passa horas fazendo-o escrever sob seu auxílio, ele é apaixonado por ela.

Entende tanto as dificuldades pelas quais passamos e se inclui nelas, quantas vezes não dormi e quando acordei a vi com o Davi ao colo sentada no sofá, balançando-o para que seu choro não me acordasse e eu pudesse descansar.

Mas não pensem que ela não sabe exigir seus direitos ou que de vez em quando não fica de castigo, é teimosa que só ela sabe ser, desastrada e bagunceira de um jeito que não tem pra ninguém!

Bem, finalmente a gente vai levando a vida do jeito que a vida nos leva, erramos tentando acertar e no final das contas dá tudo certo. O importante é dar valor ao que realmente merece ser valorizado! O amor!






terça-feira, 30 de julho de 2013

A três e tantas da madruga...

Três e tantas da madruga, e ele ainda não dormiu...

A considerar meu dia de trabalho (faxina no quartinho dos fundos) e um frio de provavelmente uns 9 graus que está lá fora, e ainda que eu não tenha um aquecedor... imagina minha cara de frustração, e vontade de dormir.

Não me vejam como uma vítima e coitada nesse momento, podem ver se quiser, e sim como a pessoa mais indignada do mundo: Como o Davi consegue dormir o dia todo, com o barulho da TV, cachorro latindo, no carro e até durante as seções de fisio e passa a noite em claro, olhando para o teto, quando está quieto, frio e a meia luz? 

Pois é! Essa é a questão do dia, ou da noite.

Passo o dia todo tentando acordá-lo, TV no desenho preferido, banho de sol para esquentar do frio, seções de fisio sem dó do soninho, mas ele dorme na piscina de bolinhas, podem acreditar. E se vamos ao shopping... é aquela trabalheira para desmontar e montar cadeira e depois de uma voltinha, ele está ... dormindo.

Essa é a fase do momento, vai passar? Vai...sempre passa, e enquanto isso a gente passa a noite, entre um denguinho e outro, já que não posso dar muita diversão, senão ele nunca vai entender que as noites são para descansar. Mas como ia dizendo... a gente passa por aqui... desabafando um pouquinho no blog e na companhia de bons livros que fazem o tempo voar e a cabeça viajar.

Amanhã, fazer o quê? Vou ter que acordar um pouco mais tarde. Ah! Capítulo a parte, já que agora tenho o maridão por patrão. É isso, desisti das aulas, por motivos óbvios! Comecei vida nova profissional, novos aprendizados, novos desafios e horários digamos assim... maleáveis a meu favor. O momento exige!

Gostaria de deixar aqui uma fotinha desse momento, pois o Davi é só risadinha, mas como está muito frio... para pegar a máquina na sala, vou postar umas de uns dias atrás.


De madrugada, com a mamãe quer fazer graça...

...fica esperando a brincadeira...

...e na hora de brincar...



segunda-feira, 8 de julho de 2013

Arriscar sem se importar

Os olhares, os comentários e as insinuações estão presentes no dia-a-dia de mães especiais. É muito difícil sair de casa com seu filho com deficiência sem pensar "hoje serei o centro das atenções", porque é bem isso o que acontece. Chamamos a atenção! E isso é fato!

Estivemos em uma viagem de férias, voltamos a menos de uma semana e ainda sinto os efeitos dos sintomas de mãe perseguida: aquela que chama a atenção das pessoas na piscina, no restaurante, na brinquedoteca e por onde passa.

Uma onda de cansaço me consome. Mas sei que não é cansaço físico,é mental ! Uma mãe especial como eu entende o porquê.

Os olhares curiosos e comentários discretos, sinceramente, me deixam um pouco tensa, mas não afetam o meu humor. O problema é que existem pessoas completamente sem noção.

No segundo dia de nossa viagem fomos a um parque aquático maravilhoso em Rio Quente, no estado de Goiás. Estávamos hospedados em Caldas Novas e decidimos passar por esse parque que é uma grande atração da região, e fica a apenas 20 km, o parque tem toboáguas para todas as idades e gostos, e claro que até o Davi se incluiu nessa.

Decidi proporcionar a ele essa sensação, depois de nos assegurarmos, eu e meu marido, que não haveria riscos descer com ele num toboágua infantil, onde pais com crianças de colo (menos de um ano) desciam com seus filhos.

Imaginem a expectativa, a preparação para a foto, e tudo o mais. Porém quando eu estava ali em cima, esperando meu marido se posicionar para a foto, (esse momento teria que ser registrado) vi uma senhora que me olhava e mexia sua cabeça em sinal de reprovação, como se eu estivesse fazendo algo muito errado. Me senti muito mal, como se eu estivesse fazendo algo por mim, e não por ele.

Descemos! Ele se assustou! Claro! Imaginem o que isso não foi pra ele, que só fica deitado ou sentado. Ele ficou por um tempo sem abrir os olhos, super assutado, e eu logo comecei a chorar,me sentindo super culpada, com aquele gesto de reprovação daquela bruxa na minha mente.

Para meu alívio, assim que ele abriu os olhos escancarou sua banguela num sorriso me fazendo chorar ainda mais, de emoção.

Só não vou descer com ele de novo num toboágua, porque não tenho nenhum ao meu alcance no momento, pois estou de volta a minha cidade, e, aqui não tem águas quentes. Mas da próxima vez... assim que vir uma senhora bruxa com olhar de reprovação pra mim, vou dar a ela um sinal de banana e, até terei pena dela... porque ela nunca saberá... o tamanho do amor existente em meu coração.